Voltei da academia suado, o corpo ainda quente, a camiseta grudada. Joguei a mochila num canto, tirei tudo devagar — e fiquei só de cueca, jogado na cama, sentindo o ar da casa bater na pele.
O tesão já tinha vindo comigo. Não foi surpresa. Foi só questão de tempo até eu parar de fingir que ia tomar banho primeiro.
Peguei o celular. Apoiei na cabeceira. Ajustei o ângulo. E dei o play.
A live abriu. Poucos no começo. Mas eu já não estava mais pensando neles — estava pensando em mim, no calor, no corpo que pedia. A mão desceu sem pressa. A cueca foi ficando pro lado. E cada segundo ao vivo fazia tudo parecer mais intenso, mais real, mais gostoso.
O suor do treino voltou. Mas por outro motivo.
Não escondi nada. Cada movimento, cada respiração, cada gemido que escapou sem eu perceber — tudo ali, gravado, salvo, esperando.
Quando veio, veio forte. Do jeito que só depois de treinar vem.
Agora está tudo registrado. Cada detalhe. Cada contração. Cada olhar pra lente.
Qu