Banho tomado, toalha no chão, pele ainda quente. A casa em silêncio.
Fui até a cozinha buscar água. Mas a água não era o que eu queria.
A bancada fria contra a pele. E aquele vibrador que eu tinha guardado na gaveta esperando a noite certa — que era essa.
Comecei devagar. Encostado ali, entre a pia e o fogão, sem barulho, sem pressa, só sentindo. A casa toda vazia e eu acordado, sentindo cada onda subir mais alto.
Quando terminou, minhas pernas tremiam. Tomei a água. Voltei pra cama.
Ninguém ouviu nada. Ninguém soube de nada.
Só eu — e a cozinha — sabemos o que aconteceu ali antes de dormir.